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História da Tijuca no Rio de Janeiro: um dos melhores bairros cariocas

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Um dos mais tradicionais bairros do Rio de Janeiro, conheça aqui a história da Tijuca.

O bairro mais famoso da Grande Tijuca, a Tijuca, é um dos mais nobres e antigos bairros do Rio de Janeiro, tendo origem no Brasil Imperial, com D. Pedro II.

Com história marcada por região de abundância de águas, ocupação de jesuítas, grandes igrejas, chácaras, fazendas de produção de café, Floresta da Tijuca, escolas tradicionais do Rio, centros comerciais e culturais, grandes cinemas e clubes, favelas, escolas de samba…

A Tijuca tem muita coisa para contar! E é exatamente a história da Tijuca que você acompanha no artigo de hoje!

Fique com a gente e confira! 

Tijuca: História e tradição

“Tijuca” é uma palavra em tupi e remete à condição específica do solo e vegetação do local. Como visto no artigo sobre a história do Maracanã, a Grande Tijuca foi construída numa área de mangue.

A origem de sua história é associada às águas, devido aos rios que cruzam o bairro, com ênfase ao Rio Maracanã, e sua foz é no Canal do Mangue, no Alto da Boa Vista. 

Além desse, há também dois outros rios na Tijuca: Rio Trapicheiros e Rio Joana. Serviram de abastecimento de água para algumas regiões da cidade nos séculos passados, por seu grande volume de água.

A história da Tijuca começou logo após o período de descobrimento do Brasil, mais precisamente em 1565, quando os jesuítas ocuparam a região. Foi após a vitória dos portugueses contra os franceses no episódio conhecido como França Antártica.

De primeira, eles construíram uma capela em homenagem a São Francisco Xavier e que, posteriormente, nomeou uma das maiores fazendas da localidade. Até hoje a igreja existe no bairro, localizado exatamente na Rua São Francisco Xavier, próximo a saída 1 do metrô de mesmo nome.

O terreno que hoje é localizada a Tijuca era, portanto, de propriedade da Sociedade de Jesus, no qual os jesuítas construíram três engenhos de açúcar nas proximidades da igreja de São Francisco Xavier. 

Eles permaneceram no local até 1759, quando os jesuítas foram expulsos do Brasil por ordem do Marquês de Pombal e os terrenos abandonados foram vendidos e tornaram-se grandes chácaras. Isso tudo marcou as transformações no espaço e seus processos de urbanização.

Urbanização da Tijuca

As classes altas e nobres do Rio de Janeiro da época começaram a migrar para a Tijuca e seus arredores (atual Grande Tijuca), pois eram regiões marcadas por natureza, sossego e proximidade com a região central da cidade (das atividades industriais da época).

Tijuca, junto com Botafogo e Engenho Velho, eram os bairros da aristocracia do Rio de Janeiro na época. A Tijuca, um bairro com casas grandiosas, belos jardins e calmaria, também servia para fins de descanso das famílias mais abastadas.

Como o solo da região era muito fértil para o cultivo de café, em 1760, com o avanço da produção cafeeira no Rio de Janeiro, a área da atual Tijuca foi ocupada mais intensamente. 

Com isso, o bairro foi se transformando e expandindo suas fronteiras, tornando-se um dos maiores e melhores bairros da cidade, com um impacto positivo na economia carioca.

Só em 1870 é que a região foi considerada zona urbana e teve maiores investimentos na infraestrutura, como transporte, água encanada, esgoto e iluminação de rua.

A partir do século XX, começaram as ocupações dos morros do bairro da Tijuca, surgindo favelas importantes: Morro do Salgueiro, Morro do Borel e Morro da Formiga. Com isso, também foram fortalecidas outras expressões culturais e populares, como o samba. 

É bom lembrar que, advindos desses morros, foram criadas duas das principais escolas de samba cariocas. São elas: Salgueiro (do Morro do Salgueiro) e Unidos da Tijuca (do Morro do Borel). O processo de “favelização” foi ainda mais intenso entre os anos de 1980 e 1990.

Atualmente, o bairro continua sendo de classes média e alta e é totalmente urbano, mas com espaços de natureza muito caros aos “tijucanos” e visitantes do bairro.

Curiosidades sobre a Tijuca

Com uma longa história que se mistura também a história do Brasil, a Tijuca apresenta algumas curiosidades.

Floresta da Tijuca

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A Floresta da Tijuca é a terceira maior floresta urbana do mundo e, apesar de grande parte da Floresta não estar localizada exatamente no bairro da Tijuca, mas sim do Alto da Boa Vista, sua história se mistura com a do bairro.

Com a intensificação da produção cafeeira na Tijuca, a partir do final do século XVIII, houve um aumento também do desmatamento da floresta, o que afetou o abastecimento de água da cidade toda. Sendo assim, a fim de reduzir os dados, D. Pedro II, iniciou um programa de reflorestamento entre 1845 e 1848, com duração de 13 anos até efetivar o replantio de 110 mil mudas. O trabalho foi feito por escravos e trabalhadores assalariados.

A floresta é fruto, então, do replantio e tem espécies que não são nativas da Mata Atlântica, mas muito foi mantido.

A área de reflorestamento é onde está localizada a Floresta da Tijuca. Sendo o local também marcado por referências históricas. Um dos principais restaurantes do Parque Nacional da Tijuca, por exemplo, foi construído numa antiga senzala. 

E o local que é a administração da Floresta, já foi a casa dos trabalhadores assalariados que trabalharam no replantio. Além disso, caminhando por lá, é possível encontrar fontes, capelas, pés de cafés e ruínas de construções antigas.

Portanto, além de ser um passeio lindo pela natureza, de trilhas e cachoeiras, também é um ótimo programa cultural e histórico. Unindo o melhor das belezas da Grande Tijuca.

Praça Saens Pena

A Praça Saens Pena é considerada o coração da Tijuca. Lá é que se concentra o centro comercial do bairro.

No século XIX, a região da Praça Saens Pena era uma chácara e era localizado no bairro da Fábrica das Chitas. Isso porque, entre 1820 e 1840, ali havia uma grande fábrica de estamparia de tecidos. 

Logo no começo do século XX, projetaram um parque no local, inicialmente com o nome de General Pinheiro Machado. Mas, em 30 de abril de 1911, foi inaugurada a Praça Saens Pena.

A partir de então, a praça é famosa por ser um centro comercial do Rio de Janeiro, mas também por ser um centro de lazer e cultura, principalmente por concentrar, na época, um grande número de cinemas de rua, tendo como apelido “Cinelândia da Tijuca”.

Os cinemas mais antigos chegaram à Tijuca pouco depois de chegarem ao Centro. Os primeiros foram o Pathé Cinematográfico, Cinema Royal, Íris e Central, todos esses localizados na Rua Haddock Lobo. E, na Praça Saens Pena, estavam os cinemas mais frequentados: Cinema Carioca e Cinema América. Atualmente, só tem cinema de shopping no bairro.

O bairro era tão famoso no Rio de Janeiro, que começou uma rivalidade com o bairro cartão-postal carioca, Copacabana.

No começo de 1980, o primeiro metrô do bairro da Tijuca foi construído justamente na Praça Saens Pena. E, apesar de todas as especulações sobre as transformações que ocorreriam ao redor, a praça permaneceu rodeada de edificações antigas e monumentos.

Qualidade de vida na Tijuca

O bairro da Tijuca, para além de sua história e tradição, é considerado um dos melhores bairros do Rio de Janeiro nos dias atuais. 

Nele os moradores encontram qualidade de vida, infraestrutura completa e acesso à serviços e comércio.

A região costuma atrair muitos moradores, que buscam viver com tranquilidade tranquilidade na cidade maravilhosa. É sem dúvida uma ótima opção para fugir do caos de algumas regiões do Rio de Janeiro. 

Venha conhecer e se encantar pela Tijuca no Rio de Janeiro

Agora que você já conheceu a história da Tijuca e um pouco mais da qualidade de vida que o bairro oferece, talvez essa seja a melhor opção para você morar no Rio de Janeiro. 

A região oferece uma ampla variedade de imóveis de qualidades que proporcionarão a você e sua família uma vida tranquila numa das melhores regiões da cidade. 

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